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quinta-feira, 7 de junho de 2012



IMPÉRIO DA FELICIDADE ETERNA
Martin Heuser & Diones Camargo

Estreia no próximo dia 12 de junho a exposição “Império da Felicidade Eterna”, que apresenta ao público brasileiro o instigante trabalho do artista Martin Heuser, cujas obras frequentemente tratam da obsessão abusiva dos meios midiáticos pela exposição e submissão dos indivíduos explorados pela sociedade, na qual diversos níveis de perversão se compactuam e se harmonizam. A mostra, que reúne fotos e vídeos já exibidos em países como Suécia, Canadá, Espanha e Itália, ocupará agora o espaço da galeria La Photo, em Porto Alegre, ao lado de trabalhos inéditos realizados em parceria com o premiado escritor e dramaturgo Diones Camargo, frequente colaborador em experimentos performáticos que mesclam seus textos às artes visuais, tais como Teresa e o Aquário, Andy/Edie e Experimento ÓRFÃO (O Tempo Sem Ponteiros). Aliando imagens cotidianas à palavras cortantes, seu trabalho baseia-se na violência desencadeada num corpo que – ao ter seu discurso sufocado ou ignorado por um interlocutor ausente – irrompe numa onda de ódio contra si próprio. Nessa exposição, os trabalhos de ambos os artistas se complementam para formar uma sombria atmosfera de distopia e violência, que se manifestam de formas inusitadas e por vezes cômicas. 















UMA FADA NO FREEZER
HISTÓRIA DE UMA FADA EXILADA NA ANTÁRTICA UMA PEÇA ENTRE O REAL E O IMAGINÁRIO
“Uma Fada no Freezer” é um conto de fadas para adultos. Uma fada tradicional expulsa da Walt Disney é exilada na Antártica onde vive sozinha em temperaturas muito baixas e se alimentando somente de sopa de miúdos de pinguim. Ela é levada a uma clínica de reabilitação alimentar onde um cruel psiquiatra junto de uma enfermeira a mantém trancada dentro de um freezer.
 A personagem de “Uma Fada no freezer” é uma fada diferente das outras. Suas confissões aparentemente inocentes revelam metáforas sobre a vida. Seus distúrbios mostram uma fada despedaçada, sem poder de escolha.
O escritor e dramaturgo Júlio Zanotta escreveu o drama especialmente para a atriz Ana Paula Schneider. Nasceu assim uma combinação entre dramaturgia direcionada e a consolidação de um papel de acordo com as qualidades da atriz.
O texto vai da densidade ao lirismo. A direção de Francisco de Los Santos e Luciana Hoppe junto com a preparação corporal da mesma trouxeram este ambiente frio e sensível aliado ao toque poético, forte e metafórico do texto.

sexta-feira, 25 de maio de 2012





MÁQUINA DE FAZER MALUCO
Concepção

Máquina de Fazer Maluco prima por uma estética visual detalhista levando o publico a uma experiência sensorial única. Um caldeirão de estilos, trás composições do autor e duas leituras de musicas de compositores amigos. A falta de freios na hora de compor faz com que Máquina de Fazer Maluco seja um apanhado de influências que o compositor sofreu e sofre. Sambas, milongas e baladas, violão, piano e apito, vozes, cantos, gritos e sussurros. Não existe preconceito na hora de criar cada musica e se soar bem ao ouvido, tá dentro. As letras trazem a visão distorcida de uma realidade comum, falam de amores, preconceito, cotidiano, dor... de uma forma agridoce onde cada virgula é pensada e os pontos quase nunca são finais.
Como contar uma historia em três minutos e meia dúzia de acordes? Máquina de Fazer Maluco diz o que todos já sabem, mas não cansam de ouvir, não inventa a roda, mas pinta ela com as cores do arco-íris enquanto chora alegrias e ri das desgraças. Personagens inimaginados, humanização de sentimentos e diálogos improváveis retratam um mundo único que nada mais é do que uma caricatura do nosso bom e velho mundão. Já que de loucos todos temos um pouco a Máquina só vem produzir mais alguns malucos pra engrossar o caldo.
















terça-feira, 8 de maio de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

informações/atendimento


galerialaphoto@gmail.com

Atendendo no fixo 51 3221.6730, das 11h. às 19h. temporariamente no celular 9963.0807

sexta-feira, 27 de abril de 2012

"DA EXPRESSÃO À ABSTRAÇÃO" > exposição  até dia 25/05.
pinturas Roseli Deon - esculturas Sônia Szabo 








expressão a abstração






domingo, 1 de abril de 2012





Durante a exposição de Luc Adolphe, a LA PhOTO  convidou Roberta Alfaya e Heloísa Naquete  para homenagear outros artistas franceses, e Emma Livry ( 24 September 1842 – 26 July 1863) bailarina clássica foi a escolhida.
Heloísa Nequete Machado, professora de educação física e atriz circense. Iniciou a carreira artística de circo em 2001. Trabalhou pelo período de sete anos com o circo teatro Girassol, participando das montagens e atuando nos seguintes espetáculos,  Cyrano nas Nuvens, Cabaré, Pão e Circo e Circo eletrônico. Com o Espetáculo Circo Eletrônico participou de diversos festivais de circo e teatro pelo Brasil. Após este período com o Girassol viajou para a Espanha para iniciar um novo projeto em parceria com a acrobata Gracielle Fernandes da Escola nacional de circo. Heloísa e Gracielle formaram sua própria trupe na Ilha de Ibiza, onde lecionam acrobacias e realizam espetáculos para as principais discotecas e DJs da ilha. Este projeto iniciou em 2006  e segue em andamento ate os dias de hoje. Seguem em andamento também seus trabalhos solo, como as atuações com lira e com outros equipamentos criados por Heloísa. As ultimam apresentações de seu trabalho solo foram em Barcelona no Cabaret Berlin e na World Tour da Festa La Troya de Ibiza que percorreu diversas cidades da Europa.
 
Flores para Livry
 
                              Por Heloisa Nequete e Roberta Alfaya
 
Assim como uma rosa no final de um espetáculo Flores para Livry é uma singela homenagem a Emma e muitos outros personagens que fizeram parte da historia da arte.
 
A idéia de realizar este pequeno espetáculo em homenagem a bailarina Emma Livry surgiu a partir de um convite que recebemos de Regina para apresentarmos no espaço La Photo.  Regina nos convidou para apresentarmos no mesmo período da exposição “Guardiões da Paisagem” de Luc Adolphe e nos sugeriu fazermos algo inspirado na França ou dentro da temática do artista.
Após pesquisarmos artistas e regiões da França, buscando inspiração, resolvemos simplesmente pensar na França e falar de sentimentos  que ela nos remete. Foi quando chegamos no mesmo sentimento, paixão. Paixão pela arte e paixão pela vida, esse sentimento esta intimamente ligado com o impulso que nos leva a agir e realizar nossos sonhos. Então lembrei da primeira vez que estive na França, que foi para atender um pedido de meu avô Lenine e contei a história a Roberta. 
Meu avô, assim como eu, sempre foi apaixonado pelas artes e em especial pelo ballet. Nossas conversas quase sempre giravam em torno deste tema e víamos muitos livros e vídeos juntos. Um dia fui ao hospital ver meu avô que estava muito doente e levei um livro de dança para vermos juntos, ficamos vendo livros e conversando até ele pegar no sono. De repente ele acordou e me pediu um favor "Helo eu sei que nunca mais vou viajar e sei que não voltarei à frança, mas sei que tu ainda vais viajar muito nessa vida, gostaria de te pedir um favor. Quando fores a Paris procure o cemitério mais antigo de  la e leve uma rosa para Emma Livry, coloque em seu tumulo e diga que foi o Lenine que mandou." Eu disse que sim que faria isso e perguntei quem era Emma Livry. Ele me contou que foi uma brilhante bailarina nascida em 1842 e que teve uma curta carreira, pois um trágico acidente interrompeu sua vida. Os teatros eram iluminados com velas e lampiões e ela teve seu vestido queimado em um espetaculo, ficou muito ferida e veio a falecer oito meses após o acidente em 1863.
Meu avô faleceu uma semana depois de me fazer esse pedido, imaginei que algum dia eu conseguiria levar esta rosa. 
Não imaginei que seria tão rápido, me surgiu à oportunidade de ir para a França com minha irmã Tatiana duas semanas depois. Entusiasmada com a viagem e a possibilidade de realizar esse desejo do meu avô desde o primeiro dia em Paris comecei com minha irmã as visitas ao cemitério em busca do tumulo de Emma. Fomos ao Pere lachaise levando à rosa, mas ninguém conhecia Emma e não havia nenhum registro. Deixamos a flor para outro artista, Oscar wild. Assim sucessivamente por 20 dias seguimos em  busca de Emma e não a encontrando deixávamos flores para outros artistas. No ultimo dia de viagem faltando 3 horas para voltar para o Brasil descobrimos que estávamos indo aos locais errados, pois o cemitério mais antigo de Paris era o Montmartre. Corremos com nossas flores, pois a essas alturas já levávamos mais flores no caso de encontrar mais artistas para homenagear. Chegando a Montmartre encontramos o registro de Emma, mas caminhamos muito tempo em busca e não encontramos. Durante a caminhada parei um instante para descansar e disse para minha irmã que estava triste, conversamos um pouco e ela perguntou se eu não gostaria de homenagear outro artista, eu disse que adoraria homenagear Nijinsky, mas que nem sabia o pais em que ele estava e que igualmente eu não viajaria somente para isso. Ela sorriu e me disse para olhar onde eu estava sentada, quando vi estava sentada no tumulo de Nijinsky, ali deixei mais uma rosa e seguimos. Quando estávamos a ponto de desistir um senhor se aproximou e nos ofereceu ajuda, eu disse a ele que ninguém conhecia quem estávamos procurando, que já não tínhamos tempo e agradeci, ele insistiu e eu contei que procurava o tumulo de uma bailarina que havia morrido queimada. Ele sorriu e disse "Emma Livry?", eu e minha irma surpresas respondemos sim. O Senhor nos acompanhou até o tumulo dela, que era igual a muitos outros e o nome estava bem difícil de ver. Quando fomos agradecer o senhor ele já não estava mais la. 
Inspiradas na historia de Emma e na caminhada de flores para entregar sua rosa montamos uma singela homenagem com a nossa arte a ela e a muitos outros artistas que estão em seu descanso em solo Frances.  "Flores para Livry” 











Esse projeto, que para nós é experimental, tem avançado de uma maneira muito, muito mesmo, linda... poética! Seu desenvolvimento passa por essas etapas de convívio, conversas, sentidos, amigos, parceiros, flores, velas, plateia... tudo nós sentimos e mostramos de uma forma bem real e verdadeira, experimento mesmo!  Erros e acertos, meu ponto de vista, são imprescindíveis no processo criativo e se o público quer fazer parte disso... Melhor! Hoje ele faz na LA PhOTO.  O começo de uma ideia muito grande, no sentido de arte e vivência, com as artistas Roberta Alfaya e Heloisa Nequete.  Hoje creio que encontramos a direção que nos engrandece, nos leva a outra etapa deste crescimento, uma diretora que todas nós, Heloísa, Regina e Roberta, queríamos muito, ainda não vou citar o nome, pois não disse a ela que postaria algo.
Bom minha gente eu quero comunicar que...
LA PhOTO agora também é CIRCO!!! VIVA ARTE CIRCENSE
Regina Protskof
Terças e Quartas 20h.

terça-feira, 20 de março de 2012