
sexta-feira, 29 de abril de 2011
HOJE!
A morte de Steven Adinoff por quem não o conhecia
PERU NY

O espetáculo PERU NY é o resultado de um processo de experimentação de novas linguagens teatrais. Esse processo, que se transformou inúmeras vezes no âmbito da temática e da concepção, explorou a linguagem da performance e se enquadra no que podemos chamar de “teatro pós-dramático”. O espetáculo foi montado inteiramente a partir de improvisações conduzidas pelos diretores Tatiana Vinhais e Ian Ramil juntamente com a orientação dramatúrgica de Diones Camargo. O grupo utilizou como base, para a construção narrativa, o livro Peru de Gordon Lish e o filme Sinédoque Nova York de Charlie Kauffmann. A peça estreou na galeria de arte La Photo, realizando uma temporada de sucesso de 16 de Junho a 09 de Julho de 2010, tendo realizado três sessões extras em função da demada de público.
- Crítica de Rodrigo Monteiro sobra o espetáculo no blog Crítica Teatral
Link do serviço: http://teatropoa.blogspot.com/search/label/Peru%20NY
- Matéria no Jornal Zero Hora sobre espaços alternativos
Link do serviço: http://wp.clicrbs.com.br/segundocaderno/2010/06/26/arte-multiplicada/
A morte de Steven Adinoff por quem não o conhecia.
FICHA TÉCNICA:
Direção: Ian Ramil e Tatiana Vinhais
Elenco: Francine Kliemann, Pablo Damian, Silvia Balestreri Nunes, Sofia Ferreira, Thiago Prade.
Dramaturgia: Diones Camargo e Grupo
Figurinos: Ana Hoffmann, Carmela Moraes e Letícia Pinheiro
Cenografia: Ian Ramil e Tatiana Vinhais
Arte Gráfica: Eduardo Montelli, Juliano Ventura e Luiza Mendonça
Iluminação e Videocenografia: Mariana Terra e Ian Ramil
Operação de Projeções: Luiza Mendonça
Vídeo: Eduardo Montelli e Isabel Ramil
Trilha Sonora Pesquisada: Ian Ramil e Tatiana Vinhais
Produção: Francine Kliemann e Pablo Damian
Apoio: Galeria La Photo
Divulgação: Galeria La Photo e grupo
QUANDO: 29 de Abril a 15 de Maio
Sextas, Sábados e Domingos às 20h
ONDE: Galeria e Espaço Cultural La Photo
Travessa da Paz, nº44
VALOR: R$ 20,00 – inteira
R$ 10,00 – estudantes, idosos e classe artística
sábado, 23 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011

" Realizar um ensaio fotográfico sobre paisagens com a interpolação de um objeto criado por mim. O objeto poderá “rimar com” ou “contrapor-se a” uma dada paisagem, por isso ele será mutante e desmontável. Ele será constituído por varas verticais e horizontais, de tamanhos moduláveis, articuláveis entre si de modo que o tamanho e a forma final do objeto seja variável. Esta variação se faz necessária para que o objeto se adapte à minha intenção com aquela fotografia, naquela paisagem : seja para reestruturar a paisagem, seja para desestruturá-la. É nesta alternância que está a essência do ensaio. As paisagens fotografadas serão : as das margens do Guaíba, as da Campanha sul-rio-grandense, as dos Campos de Cima da Serra, as do Banhado do Taim, as da Lagoa do Peixe e as do Salar do Uyuni (SO da Bolívia). As fotografias, em branco e preto, serão realizadas com uma Hasselblad 500C/M, lente Zeiss (1:3,5 F=60 mm)." Luiz Targa
sexta-feira, 8 de abril de 2011
PERU NY
O espetáculo é livremente inspirado no livro PERU de Gordon Lish. O livro trata das memórias de infância de um homem de 50 anos e faz uma reflexão do quanto que essas memórias influenciaram a sua vida inteira, o seu comportamento, o seu caráter, aquilo que ele é. Ele volta aos seus 6 anos de idade, mais precisamente no período antes e depois de quando ele matou Steven Adinoff no quadrado de areia, e muito sensivelmente relembra a sua visão sobre as pessoas que o rodeavam, seu pai, sua mãe, a babá, o homem de cor. As memórias resgatadas e contadas por ele no livro vêm exatamente como a memória vem para qualquer um, fragmentada, confusa, caótica e até mesmo inventada. A peça utilizará dos estímulos do livro para a criação de um espetáculo baseado na temática MEMÓRIA. A peça se passará como que dentro da cabeça do ser humano, no local onde suas memórias vêm à tona, onde elas estão escondidas, guardadas, transfiguradas e até mesmo fora de ordem.
PERU
“Eu não me lembro de minha mãe. Eu não me lembro de meu pai. Eu não me lembro de ninguém antes de quando eu matei Steven Adinoff no quadrado de areia de Andy Lieblich. O que eu me lembro é do quadrado de areia, e de qualquer um que tivesse alguma coisa a ver com o quadrado de areia, ou que eu, do meu jeito, como uma criança, pensava que sim. Por isso é que eu me lembro da babá, e é por isso que eu me lembro do homem de cor, e é por isso que eu me lembro de Miss Donnely que era minha professora naquela época.”